Pardal (Petronia petronia)
O pardal-francês, comum na Madeira e no Porto Santo, prejudica as culturas mas elimina insetos nocivos; antigas posturas municipais procuravam exterminá-lo.
Ave da família Fringilida vulgar na Madeira e Porto Santo e que se alimenta de sementes e de insectos. Se por um lado causa estragos nas searas, pela grande quantidade de grãos que come, por outro deve ser tida como um auxiliar do lavrador, pela grande abundância de insectos nocivos que destrói, principalmente quando tem de alimentar os filhos ainda nos ninhos. Existiram outrora posturas municipais tendentes a destruir esta espécie, sendo bastante curiosa a da Câmara Municipal do Porto Santo, que obrigava cada chefe de família a apresentar 25 cabeças de pardal durante todo o mes de Junho de cada ano.
Nidifica de Fevereiro a Junho, de ordinário nos buracos das paredes ou debaixo das telhas das casas, sendo os seus ninhos mal acabados e tendo no interior lã, pêlos de boi, cabelo e sobretudo penas de galinha. Os ovos, em numero de 5 ou 6 para cada postura, variam muito na côr, e no desenho, havendo-os esbranquiçados, pardacentos ou amarelados.
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Lugar
Lugares mencionados · 02- Porto Santo
A Câmara Municipal exigia que cada chefe de família apresentasse 25 cabeças de pardal todos os meses de junho.
Ilha do arquipélago, povoada a par da Madeira e que constituiu uma das três capitanias. Formou sempre uma única freguesia, dedicada a Nossa Senhora da Piedade, cuja igreja foi saqueada várias vezes. O Elucidário regista o ataque de piratas mouros em 1617, a Misericórdia da ilha e um canal para águas pluviais construído nesta ilha sujeita a secas.