Lenha
Lenha utilizada no Funchal e noutras povoações madeirenses, sobretudo de pinheiro-bravo, vendida em unidades tradicionais (cento, talha); o seu preço subiu acentuadamente durante a Primeira Guerra Mundial.
A madeira para queimar usada no Funchal e nas demais povoações importantes da ilha, provém em geral do pinheiro marítimo, sendo os toros ou achas desta árvore vendidos muitas vezes aos centos ou às talhas. Cada cento tem 1400 paus e cada talha 56 paus; ao cento de 100 paus chamam os lenheiros cento pequeno.
A lenha encareceu imensamente durante a guerra, devido ao consumo que dela faziam os vapores costeiros e as fábricas, e hoje custa um cento de lenha seis vezes mais do que em 1914, devido ainda às mesmas causas e à valorização de todos os produtos da terra. Um cento de lenha regular que custava há dez anos 12 a 13 escudos, custa hoje entre 70 e 80 escudos. (1921) Os habitantes dalgumas freguesias costumam ir à serra buscar lenha, sendo grandes as devastações que fazem nas árvores para obterem o combustível de que necessitam para os usos domésticos.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 02-
Tomando como referência os preços e salários de 1914, antes da guerra, o custo de vida no Funchal subiu acentuadamente até 1921: os preços aumentaram entre sete e cinquenta vezes e o da lenha sextuplicou.
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A forte subida do custo de vida na Madeira após a guerra elevou alguns salários para valores 20 a 30 vezes superiores aos de antes da guerra e sextuplicou o preço da lenha, tornando mais difícil a vida de classes até então desafogadas.
Lugar
Lugares mencionados · 01- Funchal
Principal cidade consumidora de lenha.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.