Farol do Porto Santo
O farol no Ilhéu de Cima, ao largo do Porto Santo, entrou em funcionamento em 1901, quarenta anos depois do Farol de São Lourenço, após os naufrágios junto à costa terem demonstrado a sua necessidade.
Depois do farol de S. Lourenço, sempre se reconheceu como de primeira e mais urgente necessidade a construção dum farol na ilha do Porto Santo. A falta de iluminação daquelas costas ocasionou vários desastres, com perda de vidas e embarcações, de que fazem menção os Anais daquela ilha. Realizaram-se alguns estudos e organizaram-se projectos e orçamentos, mas passados quarenta anos depois de começar a funcionar o farol de S. Lourenço é que o farol da vizinha ilha do Porto Santo principiou a iluminar aquelas paragens, num raio de onze milhas. O local escolhido foi um pequeno ilhéu, conhecido pelo nome de Ilhéu de Cima, separado da ilha do Porto Santo por um estreito e pouco extenso boqueirão. A lanterna fica situada a 118 metros acima do nível do mar. Era uma luz fixa de cor branca, que se avista a 11 milhas de distancia. Começou a funcionar no ano de 1901. Tem prestado relevantes serviços á navegação e em especial ás embarcações que demarcavam o porto do Funchal.
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Porto Santo
Farol no Ilhéu de Cima, ao largo do Porto Santo. Entrou em funcionamento em 1901, quarenta anos depois do Farol de São Lourenço, após os naufrágios junto à costa terem demonstrado a sua necessidade.
- Farol de São Lourenço
Machico. Farol anterior, em funcionamento cerca de quarenta anos antes deste.
O Farol de São Lourenço situa-se no ilhéu ao largo da Ponta de São Lourenço, no extremo oriental da Madeira. Foi construído entre 1868 e 1870 e acendeu-se pela primeira vez em 30 de setembro de 1870, cerca de quarenta anos depois do Farol do Porto Santo. É o correspondente oriental do Farol da Ponta do Pargo.
- Funchal
Porto para o qual a luz facilitava a navegação dos navios.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Ilhéu de Cima
Porto Santo. Pequeno ilhéu escolhido para a instalação do farol, a 118 m acima do nível do mar.
O Ilhéu de Cima, também chamado Ilhéu dos Dragoeiros ou do Farol, situa-se a leste-sudeste do Porto Santo e assinala o extremo oriental do arquipélago e o limite oriental da baía do Porto Santo. Em 1900, foi ali instalado um farol, a 118 m acima do nível do mar, com um cais para o seu pessoal. Foi ali encontrado um exemplar vivo de Helix Lowei; nas proximidades ocorrem conchas de águas profundas. Em 1903, o ilhéu foi recomendado para a instalação de armações de pesca do atum.
- Porto Santo
Ilha cujas costas sem sinalização luminosa causavam naufrágios e onde foi construído o farol.
Ilha do arquipélago, povoada a par da Madeira e que constituiu uma das três capitanias. Formou sempre uma única freguesia, dedicada a Nossa Senhora da Piedade, cuja igreja foi saqueada várias vezes. O Elucidário regista o ataque de piratas mouros em 1617, a Misericórdia da ilha e um canal para águas pluviais construído nesta ilha sujeita a secas.