Dibblee (Harrison)
Harrison Dibblee foi o representante da Cruz Vermelha Americana que chegou à Madeira em novembro de 1918 com um carregamento de alimentos que atenuou a escassez numa ilha ameaçada pela fome.
Representante da Cruz Vermelha Americana, que chegou á Madeira a 6 de Novembro de 1918 no transporte Lake Forest, que trouxe para esta ilha 1465 sacos com semilha, 1047 com feijão, 3000 com farinha de milho e 10628 com milho em grão, remetidos por aquela benemérita sociedade, a pedido de Mr. Kemper, cônsul americano no Funchal. Este importante fornecimento de mantimentos constituiu um alto beneficio prestado á população madeirense, que lutava já com a fome, devido a estarem quasi esgotados os géneros destinados á sua subsistência.
Em homenagem a Mr. Dibblee e ao cônsul americano, houve no dia 9 de Novembro um jantar no Palácio de S. Lourenço, em que tomaram parte 76 convivas, tendo-se realizado também duas manifestações populares, uma promovida pela Câmara Municipal e a outra pelas classes operarias, ambas com o fim de agradecer àqueles dois beneméritos estrangeiros o terem abastecido o nosso mercado do cereal necessário para o nosso consumo publico.
Mr. Dibblee saiu para Norfolk (Virginia) a 17 de Novembro, e residiu, enquanto esteve no Funchal, no palacio de S. Lourenço.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 01-
O navio de transporte Lake Forest chegou à Madeira com alimentos enviados pela Cruz Vermelha Americana e com Harrison Dibblee a bordo.
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Um jantar no Palácio de São Lourenço e manifestações populares homenagearam Dibblee e o cônsul americano.
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Harrison Dibblee partiu da Madeira para Norfolk, na Virgínia.
Lugar
Lugares mencionados · 04No estrangeiro
- Funchal
Cidade onde estava sediado o cônsul americano e onde Dibblee residiu.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Norfolk
United States. Destino de Dibblee quando deixou a Madeira.
Destino de Dibblee ao deixar a Madeira.
- Palácio de São Lourenço
Funchal. Palácio onde Dibblee residiu e onde foi homenageado com um jantar.
O Palácio de São Lourenço, palácio-fortaleza dos governadores no Funchal, foi palco de cerimónias de beija-mão, receções, bailes e jantares, bem como da exposição de 1861. O Elucidário regista ali um grande incêndio em 1699, um museu de história natural em 1850 e uma tentativa de entrada de soldados em 1829. O Teatro Grande ficava em frente.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 02-
Representante da Cruz Vermelha Americana que levou alimentos à Madeira em novembro de 1918 e foi homenageado pela população.
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Cônsul americano no Funchal que solicitou o envio de alimentos pela Cruz Vermelha em 1918.