Boal da Madeira
Descrição botânica da casta Boal da Madeira, cultivada sobretudo no Funchal e em Câmara de Lobos para consumo como uva de mesa e produção de um apreciado vinho seco.
Folhas medianas, cotanilhosas na pagina inferior, sub-glabras ou pubescentes na superior, com os 3 lóbulos do alto bem apparentes, ás vezes acuminados, os inferiores de ordinário mal esboçados; dentes deseguaes, em geral sub-obtusos, menos vezes agudos; seio peciolar fechado ou pouco aberto; seios lateraes superiores muitas vezes pouco apparentes em virtude da sobreposição dos lóbulos; cachos grandes, muito alados, densos; bagos quase sempre ellipticos, de 15-22 millimetros, rijos, verdoengo-amarellados, dourados depois de maduros, muito doces. Cepa mediana; sarmentos d'um pardo claro, com entrenós curtos.–É cultivado principalmente nos concelhos do Funchal e de Câmara de Lobos. Produz boas uvas de mesa e um vinho secco muito estimado.
Neste artigo
Lugar
Lugares mencionados · 02- Câmara de Lôbos
Câmara de Lobos. Uma das principais zonas de cultivo de Boal.
Freguesia a oeste do Funchal. O Elucidário relaciona o seu nome com a viagem de descoberta de Zarco e descreve as suas igrejas, capelas e colegiada, os primeiros povoadores, a comunidade piscatória e as vinhas afamadas. Regista também os sítios, limites, levadas e população da freguesia.
- Funchal
Uma das principais zonas de cultivo de Boal.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.