Plátano
Entrada sobre o plátano cultivado na Madeira, identificado pelo Elucidário como Platanus orientalis; descreve a árvore, a sua madeira e os locais onde prospera.
O plátano cultivado na Madeira é o Platanus orientalis, e não o P. Occidentalis, como erradamente tem dito todos os botanicos que se tem ocupado da nossa flora. É uma arvore que pode atingir 35 metros de alto, com flores monóicas, as estaminadas e as pistiladas em ramos distintos e reünidas em capitulos globosos. A madeira do platano é clara e ondeada; quando bem sêca é excelentemente acomodada á marcenaria. Não nos consta que tenham sido observadas na Madeira as irritações de olhos a que se referem alguns autores, provocadas pelos pêlos das fôlhas novas do plátano.
O plátano prospera não só no Funchal e arrabaldes, onde já existia nos fins do século XVII, mas também nas ravinas do interior; no alto das serras, porém, desenvolve-se mal, parecendo ressentir-se dos ventos fortes que sopram ai amiudadas vezes.
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Anos mencionados · 01Lugar
Lugares mencionados · 01- Funchal
O plátano prospera no Funchal e nos seus arredores, onde já existia no final do século XVII.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.