Mocano
Nome madeirense de duas árvores, Visnea mocanera e Pittosporum coriaceum, ambas raras em estado selvagem; a entrada compara as suas folhas, distribuição e madeira.
São conhecidos por este nome na Madeira – a Visnea mocanera, da familia das Ternstroemiaceas, e o Pittosporum coriaceum, da familia das Pitosporaceas. A primeira espécie é arbustiva ou arborescente, com as fôlhas peludas enquanto novas, principalmente nas margens e nervura media da pagina inferior; a segunda é sempre arborea, com as folhas desprovidas de pêlos em todas as idades. Esta espécie está quasi extinta nas montanhas da Madeira, mas é cultivada nas quintas do Monte e Camacha; aquela pode ser achada nas rochas entre a Ribeira da Janela e a Ribeira do Inferno, sendo porém bastante rara. A madeira da Visnea mocanera é de côr baça, puxando às vezes um pouco a vermelho, muito pesada e dura; a do Pittosporum coriaceum é leve e amarelada ou acinzentada.
Neste artigo
Lugar
Lugares mencionados · 04- Camacha
Santa Cruz. O Pittosporum coriaceum é cultivado nas quintas da Camacha.
A Camacha é uma freguesia situada nas terras altas acima do Caniço, no concelho de Santa Cruz, fundada em 1676 com sede na Capela de São Lourenço. O Elucidário aborda a sua igreja, o seu papel na invasão miguelista de 1828, as quintas, as levadas, a Casa de Abrigo do Poiso, a romaria do Pentecostes, as saias acolchoadas das mulheres, as plantas e os jardins, e a sua célebre indústria de vimes, iniciada por Hinton.
- Monte
Funchal. O Pittosporum coriaceum é cultivado nas quintas do Monte.
Freguesia de Nossa Senhora do Monte, acima do Funchal, a cerca de 600 m de altitude, onde o aparecimento das folhas ocorre mais tarde do que no Funchal. Inclui os sítios do Jardim Botânico, da Igreja e dos Marmeleiros e a Quinta de Sant'Ana. O Elucidário regista as suas numerosas plantas, entre elas acácias e Sonchus fruticosus.
- Ribeira da Janela
Porto Moniz. A Visnea mocanera cresce nas rochas entre a Ribeira da Janela e a Ribeira do Inferno.
A Ribeira da Janela é uma freguesia da costa noroeste da Madeira, no concelho do Porto Moniz. Deve o nome à ribeira mais extensa e caudalosa da ilha, que nasce no Paul da Serra e alimenta as levadas do Rabaçal, e a um ilhéu com um orifício semelhante a uma janela, perto da foz. As suas zonas altas incluem o Fanal, e as suas florestas foram danificadas por um incêndio em 1919.
- Ribeira do Inferno
Porto Moniz · São Vicente. Limite da área de distribuição da Visnea mocanera.
A Ribeira do Inferno nasce nas montanhas da freguesia de São Vicente e estabelece o seu limite ocidental com o Seixal antes de desaguar no mar. O seu vale encaixado, com várias quedas de água, reúne algumas das paisagens mais impressionantes da Madeira, e a sua foz é recomendada como local de interesse paisagístico na costa. As suas águas alimentam uma levada do Estado, a Levada do Caramujo, que irriga São Vicente; a ribeira marca também o limite da área de distribuição de Visnea mocanera e deu nome a um morgadio instituído por Sanha.