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Elucidário Madeirense Início
Artigo Nº 2320 Outra pessoa Vol. II · p. 668 1 min de leitura

Medicis (D. Cosme de)

Abastado habitante do Funchal que, segundo a tradição, morreu com os seus convidados quando desabou uma furna marítima a leste do lazareto; o local ainda é chamado furna de D. Cosme.

Medicis (D. Cosme de)

Vivia no Funchal por meados do século XVIII, e era, segundo reza a tradição, homem abastado. Tendo convidado em certa ocasião varios amigos para passar o dia numa furna para leste do local onde está agora o lazareto, afim de se entregarem a varias diversões, encontraram todos aí a morte em virtude do desabamento dos terrenos superiores, escapando apenas, por se achar afastado da mesma furna, um negro que era criado de D. Cosme, o qual veio trazer à cidade a noticia da terrível catástrofe que havia presenciado.

O local onde se deu a catástrofe, é conhecido dos marítimos pela designação de furna de D. Cosme.

De 1679 a 1684, frequentou a faculdade de teologia da Universidade de Coimbra o padre D. Zenóbio de Medicis, filho de D. Cosme de Medicis. É de crer portanto que o desastre se desse muito antes dos meados do século XVIII, pois que é pouco provável que nesta época fosse vivo ainda o dito D. Cosme de Medicis.

Neste artigo

Tempo

Anos mencionados · 01
  1. Zenóbio de Medicis estudou teologia em Coimbra.

Lugar

Lugares mencionados · 04

No estrangeiro

Mapa: Madeira (4)
  1. Funchal

    Local onde vivia D. Cosme.

  2. Furna de D. Cosme

    Funchal. Furna marítima a que os marinheiros deram o nome após a tragédia.

  3. Lazareto

    Funchal. Ponto de referência a oeste da furna onde ocorreu a tragédia.

  4. Universidade de Coimbra

    Portugal. Local onde Zenóbio de Medicis estudou teologia.

Pessoas

Pessoas mencionadas · 02
  1. Abastado habitante do Funchal que, segundo a tradição, morreu com os amigos quando uma furna marítima desabou durante um passeio.

  2. Filho de D. Cosme, estudou teologia em Coimbra entre 1679 e 1684, o que sugere que a tragédia ocorreu antes da data indicada pela tradição.

Na folha M

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