Cunha (Alexandre Luiz da)
Professor e jornalista liberal que dirigiu vários jornais do Funchal, foi preso por um delito de imprensa em 1828, partiu para o exílio e, mais tarde, ensinou línguas no liceu.
Foi professor da Escola Lancasteriana e proprietario e redactor dos periodicos o Defensor da Liberdade, o Defensor e o Correio da Madeira. Por sentença de 26 de Fevereiro de 1828 cumpriu trinta dias de prisão, por abuso de liberdade de imprensa. Tendo saido nesse ano para os Estados Unidos da America, passou dai ao Brasil, só voltando á Madeira depois de restabelecido o govêrno constitucional. Em 28 de Setembro de 1835 foi nomeado professor das linguas francesa e inglêsa no Funchal, passando a desempenhar cargo identico no liceu, por decreto de 4 de Setembro de 1838. Faleceu no Hospital Civil, na idade de 49 anos, a 14 de Outubro de 1852. E.: Os Estados Unidos da America Septentrional em 1830 e 1831, Rio de Janeiro, 1832.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 04-
Alexandre Luiz da Cunha foi condenado a trinta dias de prisão por abuso da liberdade de imprensa.
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Alexandre Luiz da Cunha foi nomeado professor de Francês e Inglês no Funchal.
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Alexandre Luiz da Cunha foi nomeado por decreto para uma cátedra no liceu do Funchal.
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Alexandre Luiz da Cunha morreu no Hospital Civil, no Funchal, aos 49 anos.
Lugar
Lugares mencionados · 04No estrangeiro
- Brasil
Brazil. País onde permaneceu antes de regressar à Madeira.
O Brasil é referido no Elucidário como um dos principais destinos dos emigrantes madeirenses, entre os quais vários clérigos e escritores. Foi também um mercado para o vinho e a aguardente da Madeira e produzia artigos de vime com vergas madeirenses. Ficou ligado à Madeira pelo cabo telegráfico de 1874 e é o país de origem do araçá.
- Estados Unidos da América
United States of America. País para onde foi em 1828 e sobre o qual escreveu um livro.
Os Estados Unidos da América foram um destino da emigração madeirense a partir de 1753 e uma importante fonte de remessas, o maior importador de bordados da Madeira em 1923 e a maior fonte de donativos de víveres durante a fome de 1846–1847. Vários madeirenses viveram aí no exílio, entre eles o Dr. João Francisco de Oliveira e o Dr. Lourenço José Moniz, e alguns maçons em fuga emigraram para o país em 1792. Foram também o país de nascimento de João Howard March, e o Marítimo recebeu um convite para os visitar.
- Funchal
Local onde ensinou línguas.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Hospital Civil
Funchal. Local onde morreu.
O Hospital Civil situa-se no Funchal. Alexandre Luís da Cunha morreu ali, e o passageiro que introduziu a varíola em 1872 foi ali internado.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 01- Alexandre Luiz da Cunham. 1852
Professor e diretor de jornais madeirense, preso por um delito de imprensa em 1828 e, mais tarde, professor de Francês e Inglês no Funchal; morreu em 1852.