Costa Dias (Manuel da)
Oficial do Exército madeirense, autor de obras sobre administração militar e deputado pela Madeira (1915–1917), nasceu na Ponta do Pargo em 1883 e morreu em Lisboa em 1930.
Nasceu na freguesia da Ponta do Pargo a 18 de Outubro de 1883 e frequentou o seminario diocesano, o liceu do Funchal, o instituto industrial e a escola do exercito. Esteve algum tempo no Brasil antes de se matricular no liceu, e enquanto aluno deste estabelecimento de instrução redigiu o jornal republicano O Democrata. Prestou serviços em Africa logo depois de concluir os seus estudos militares, foi lente da Escola de Guerra e representou a Madeira no Parlamento na sessão legislativa de 1915 a 1917. E.:
- As subsistencias no exercito aliado anglo-luso, Lisboa, 1909
- Colonizaçao dos Planaltos de Angola, Lisboa, 1913:
- Guerra Peninsular, 1808-1811
- O Serviço de Subsistencias no Exercito Anglo-Luso, I vol., 1913
- Administração Militar, I vol., 3.ª ed., 1918
- Flandres, I vol. 1920.
Morreu em Lisboa no ano de 1930, sendo major da Administração Militar.
O “Diario da Madeira” de 12 de Outubro de 1930 publicou um desenvolvido artigo biografico acêrca deste distinto madeirense.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 03Lugar
Lugares mencionados · 05No estrangeiro
- África
Africa. Onde prestou serviço após os estudos militares.
África é referida como destino de expedições madeirenses, soldados e condenados ao exílio, e como mercado de exportação da manteiga madeirense. Os exploradores Capelo e Ivens atravessaram o continente, e o Norte de África é apontado como região de origem da tamareira.
- Brasil
Brazil. Onde viveu durante algum tempo antes de frequentar o liceu.
O Brasil é referido no Elucidário como um dos principais destinos dos emigrantes madeirenses, entre os quais vários clérigos e escritores. Foi também um mercado para o vinho e a aguardente da Madeira e produzia artigos de vime com vergas madeirenses. Ficou ligado à Madeira pelo cabo telegráfico de 1874 e é o país de origem do araçá.
- Funchal
Onde frequentou o liceu.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Lisboa
Portugal. Onde as suas obras foram publicadas e onde morreu.
Capital portuguesa, sede do tribunal da Relação e da Misericórdia cujos privilégios e estatutos foram estendidos ao Funchal. Henrique Franco de Sousa estudou na sua Academia Real de Belas-Artes, e Luiz José Baiardo mudou-se para a cidade em 1821.
- Ponta do Pargo
Calheta. Local onde nasceu.
Ponta do Pargo é uma freguesia no extremo ocidental da Madeira, transferida do concelho de Porto Moniz para o da Calheta em 1871, onde um farol há muito reivindicado foi aceso pela primeira vez em 1922. É irrigada pela antiga levada do Rabaçal, cultiva a casta Sercial, dá nome a uma sub-raça de gado bovino branco e foi terra natal de Manuel da Costa Dias e João Pestana Júnior.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 01- Manuel da Costa Dias1883–1930
Oficial do Exército madeirense, docente na Escola de Guerra, deputado pela Madeira entre 1915 e 1917 e autor de obras sobre abastecimento militar; morreu em Lisboa, com o posto de major, em 1930.