Cooperativas
Apresenta as cooperativas de consumo fundadas no Funchal a partir de 1875 para fornecer produtos de mercearia aos seus sócios. À data da redação, apenas subsistia a cooperativa do Regimento de Infantaria n.º 27.
De três sociedades cooperativas que se estabeleceram há muitos anos no Funchal, para o fim de fornecerem em condições vantajosas generos de mercearia aos seus associados, só existe presentemente a do regimento de infantaria nº. 27, instalada em Janeiro de 1892 e cujos estatutos tem a data de 30 de Setembro de 1891. As outras duas há muito que desapareceram, tendo a mais antiga delas, que se denominava Sociedade Cooperativa de Consumo e Credito do Funchal e cujos estatutos foram aprovados em 29 de Abril de 1875, comprado um excelente prédio á rua do Esmeraldo, em frente da rua de Cristovão Colombo, onde estabeleceu uma bem fornecida mercearia.
Esta mercearia, que fechou em 1880 por só deixar prejuizos aos accionistas, reabriu pouco depois sob a direcção de dois comerciantes que a administraram durante 5 anos, recebendo metade dos lucros do negocio, passando finalmente a ser dirigida por um outro comerciante, que a conservou até 1888 ou 1889, epoca em que a mesma mercearia foi extinta, em virtude da liquidação da Sociedade. Tendo as acções da Cooperativa de Consumo e Credito do Funchal sido adquiridas por baixo prêço por um dos accionistas, ficou este, sem dispender capitais avultados, proprietario do excelente prédio da Sociedade, o qual conseguiu vender passados muitos anos, por cêrca de 40 contos.
A outra cooperativa a que atrás nos referimos foi estabelecida por 1893, e durou apenas uns dois a três anos. Estabeleceu uma mercearia na antiga rua do Capitão, mas não chegou a ter predio seu.
Há ainda a mencionar uma quarta cooperativa, a Cooperativa Popular, cujos estatutos foram aprovados em 6 de Março de 1919, e abriu ainda os seus estabelecimentos a 8 de Abril de 1920.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 08-
Foram aprovados os estatutos da Sociedade Cooperativa de Consumo e Crédito do Funchal.
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A mercearia da cooperativa encerrou depois de causar prejuízos, reabrindo pouco depois sob a gestão de dois comerciantes.
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A mercearia da cooperativa encerrou com a liquidação da sociedade.
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Foram datados os estatutos da cooperativa do Regimento de Infantaria n.º 27.
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A cooperativa do Regimento de Infantaria n.º 27 instalou-se no Funchal.
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Foi criada outra cooperativa na Madeira, que durou apenas dois ou três anos.
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Foram aprovados os estatutos da Cooperativa Popular.
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A Cooperativa Popular abriu os seus estabelecimentos.
Lugar
Lugares mencionados · 04- Funchal
Cidade onde foram estabelecidas as cooperativas.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Rua de Cristóvão Colombo
Funchal. Rua em frente da qual se situava o edifício da cooperativa.
A Rua de Cristóvão Colombo é uma pequena rua do Funchal, aberta no local da casa demolida associada a Cristóvão Colombo. Em frente, erguia-se um edifício de uma cooperativa.
- Rua do Capitão
Funchal. Antiga rua onde a cooperativa de 1893, de curta duração, tinha a sua mercearia.
Rua do Capitão é o antigo nome de parte da atual Rua dos Murças, no Funchal, entre a Avenida de João Gonçalves Zarco e o Largo da Sé. Recebeu o nome do capitão-donatário, a cuja residência na Fortaleza de São Lourenço dava acesso. Uma cooperativa de curta duração, criada em 1893, tinha ali a sua mercearia.
- Rua do Esmeraldo
Funchal. Rua onde a Sociedade Cooperativa de Consumo e Crédito comprou um edifício e abriu a sua mercearia.
A Rua do Esmeraldo situa-se no centro do Funchal e estende-se da Rua da Alfândega à Rua do Comércio. Recebeu o nome de João Esmeraldo, que ali possuía grandes casas de habitação. Diz-se que Cristóvão Colombo aí viveu; a rua também acolheu os últimos Paços do Concelho instalados num edifício arrendado, ocupado em 1862.