Cabos
Descreve os dois cabos da Madeira, o Cabo Garajau e o Cabo Girão, os seus nomes, a geologia e o interesse botânico.
Existem dois cabos na Madeira: o Cabo Garajau e o Cabo Girão. O primeiro avança cerca de 120 metros sobre o mar; o segundo é pouco saliente, e tem na base uma sapata ou plateau de erosão, onde se pode andar na baixamar.
O Cabo Girão, assim chamado por ter sido o ponto em que terminou o giro dos batéis na primeira viagem de reconhecimento da ilha, uma das mais elevadas eminências maritimas do globo; o Cabo Garajau, que deriva o seu nome da grande quantidade de garajaus (Sterna hirundo) que os primeiros exploradores encontraram ali, é muito menos elevado, estando a sua crista a 126 metros acima do nível do mar.
No Cabo Girão existem numerosos diques que cortam os tufos, as escórias e as lavas, e no Cabo Garajau há um dique basaltico bastante notável, notando-se também no tufo amarelo dos terrenos numerosas incrustações basalticas.
Os terrenos próximos da praia a oeste do Garajau e os barrancos e eminências situadas a leste do Cabo Girão, são ricos em espécies botânicas, algumas das quais se não encontram noutras localidades da ilha.
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Esta entrada descreve os dois cabos da Madeira, o Cabo Garajau e o Cabo Girão, abordando os seus nomes, a geologia e o interesse botânico.
- Cabo Garajau
Santa Cruz. Um dos dois cabos da Madeira, assim chamado pelos garajaus que os primeiros exploradores ali encontraram.
Cabo que marca o limite oriental da baía do Funchal e que os navios vindos de leste contornam ao entrar no Funchal. É um dos dois cabos da Madeira e recebeu o nome dos garajaus que os primeiros exploradores ali encontraram. É um contraforte meridional e miradouro da ilha, um local onde cresce Lotus macranthus e, em 1919, um limite da zona marítima restrita.
- Cabo Girão
Câmara de Lobos. Um dos dois cabos da Madeira e uma das falésias marítimas mais altas do mundo, onde as primeiras embarcações de reconhecimento voltaram para trás.
Falésia escarpada com cerca de 600 m de altura (indicada como tendo 589 m) e miradouro recomendado. As suas escarpas contêm filões e é um dos únicos dois locais onde cresce C. dissectum. Uma derrocada matou Henrique Alemão quando este se encontrava no seu barco.