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Elucidário Madeirense Início
Artigo Nº 0443 Agricultura, pecuária e silvicultura Vol. I · p. 248 1 min de leitura

Barreira

Explica o «bardo», uma vedação de estacas e ramos que separava as terras cultivadas dos pastos comuns para impedir a entrada de gado à solta, e a sua regulamentação pelas posturas municipais.

Barreira

Ao que com toda a propriedade se deve chamar barreira, dá o povo nesta ilha o nome de bardo, que quere significar o tapume ou trincheira feito de estacas e ramos de árvores e destinado a impedir que os gados que pastavam livremente nas serras e baldios, descessem ao povoado e terras cultivadas. Estes bardos eram e são ainda vulgares entre nós e em geral constituíam a linha divisória entre os terrenos de cultivo e os logradouros comuns para a pastagem do gado e apanha de lenhas e matos. As antigas posturas municipais de algumas câmaras deste arquipelago continham várias disposições referentes a bardos, pastagem de gados etc. A legislação vigente alterou profundamente aquelas leis concelhias e estabeleceu outras disposições, principalmente as que dizem respeito à liberdade do gado lanigero, caprino e suíno pastar nos chamados logradouros comuns.

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Na folha B

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