Aragão
O apelido nobre madeirense Aragão e os relatos genealógicos divergentes sobre os seus fundadores, cerca de 1470–1500.
É apelido nobre e antigo na Madeira, não sendo concordes os nobiliarios acerca dos indivíduos que primeiramente o usaram entre nós. Diz-se que foi Antonio de Aragão e Teive, que pelos anos de 1500 se estabeleceu nesta ilha e que era casado com D. Helena de Atouguia, a primeira pessoa que teve aqui esse apelido. O distinto linhagista madeirense José Betencourt da Câmara afirma que “ha dois ramos de Aragão na Madeira: um descende de Henrique Aragão, que por 1480 fez assento no Funchal; o outro vem de D. Affonso de Aragão, cavalleiro napolitano, cujo verdadeiro nome se ignora, e que, ou fugitivo, ou peregrino, a esta ilha chegou por 1470. Residiu na Calheta, no sítio que delle ficou chamado a Volta do Cavalleiro; passou ao archipelago dos Açores e lá morreu, havendo disposto que na sepultura lhe pozessem por epitaphio: “Aqui jaz o attribulado napolitano”. Veio casado, ou casou na Madeira com Thereza de Lyra: seu filho, Lopo Dias de Lyra Varella, armado cavalleiro em Africa, foi moço fidalgo da casa real em 1515, e cavalleiro professo na Ordem de Cristo”.
Neste artigo
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Anos mencionados · 04Lugar
Lugares mencionados · 04No estrangeiro
- Açores
Portugal. Local onde morreu D. Afonso de Aragão.
Os Açores são um arquipélago atlântico que partilha espécies vegetais com a Madeira. O Elucidário regista a fixação de famílias madeirenses, como os Bettencourt, no arquipélago, a proibição dos vinhos açorianos na Madeira em 1801 e a importação de tabaco açoriano. Refere ainda a vinda de agricultores açorianos à Madeira para ensinar métodos de cultivo do milho.
- Calheta
Local onde viveu D. Afonso de Aragão.
A Calheta é uma vila, freguesia e concelho na costa sudoeste da Madeira e um dos povoamentos mais antigos da ilha. O Elucidário aborda o seu nome, os primeiros povoadores, como Pedro Berenguer, a igreja e numerosas capelas, incluindo uma de um antigo convento franciscano, e o motim de 1834.
- Funchal
Local onde Henrique Aragão se estabeleceu.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Volta do Cavaleiro
Calheta. Local assim denominado em homenagem a D. Afonso de Aragão.
Sítio cujo nome deriva de D. Afonso de Aragão.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 07-
Cavaleiro napolitano que chegou cerca de 1470, viveu na Calheta e morreu nos Açores; fundador do outro ramo.
- António de Aragão e Teiven. 1516
Diz-se que se fixou na Madeira cerca de 1500 e que foi o primeiro a usar aí o apelido Aragão.
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Mulher de D. Afonso de Aragão.
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Mulher de António de Aragão e Teive.
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Fundador de um dos ramos da família Aragão, estabeleceu-se no Funchal cerca de 1480.
- José Bettencourt da Câmara1844–1875
Genealogista madeirense citado a propósito dos dois ramos da família Aragão.
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Filho de D. Afonso de Aragão, foi armado cavaleiro em África, era moço fidalgo em 1515 e foi cavaleiro da Ordem de Cristo.