Vera Cruz (Capela da)
Antiga capela dedicada à Vera Cruz, cuja fundação foi projetada pelo descobridor João Gonçalves Zarco; pertence hoje à freguesia da Quinta Grande e rodeia o cemitério paroquial.
«João Gonsalves Zargo, diz Frutuoso,... passando mais abaixo a humas serras muito altas, ali traçou outra igreja da Vera-Cruz...». Pertence ao descobridor a ideia da fundação desta capela, embora somente mais tarde fosse construída, em ano que se ignora. É todavia uma das mais antigas capelas da diocese, tendo, através dos tempos, passado por diversas transformações, não se encontrando ali presentemente, por certo, cousa alguma da primeira edificação. Fez primitivamente parte da paróquia de Câmara de Lobos ou da Ribeira Brava, começando a pertencer á freguesia do Campanário quando esta foi criada por meados do século XVI. E desde o ano de 1848, em que a Quinta Grande ficou constituindo uma paróquia autónoma, pertence a esta freguesia a antiga capela da Vera-Cruz.
Fica no sítio a que ela mesma deu o nome, gozando-se dali um belo e vasto panorama. Tem algumas vezes servido de igreja paroquial e é em torno dela que se encontra o cemitério da freguesia. A festa do respectivo orago atrai ali uma considerável afluência de pessoas, especialmente das paróquias circunvizinhas. (Vid. Quinta Grande).
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Tempo
Anos mencionados · 01Lugar
Lugares mencionados · 06- Vera Cruz · Assunto
Câmara de Lobos. Localidade que recebeu o nome da capela.
Vera Cruz é um sítio da freguesia da Quinta Grande, na Madeira, cujo nome provém da antiga Capela da Vera Cruz. O descobridor João Gonçalves Zarco projetou a fundação da capela, que hoje rodeia o cemitério paroquial.
- Capela da Vera Cruz · Assunto
Câmara de Lobos
Capela da Vera Cruz do século XVI, nas Achadas da Cruz, que provavelmente deu nome à freguesia.
- Câmara de Lôbos
Câmara de Lobos. Uma das freguesias a que a capela poderá ter pertencido originalmente.
Freguesia a oeste do Funchal. O Elucidário relaciona o seu nome com a viagem de descoberta de Zarco e descreve as suas igrejas, capelas e colegiada, os primeiros povoadores, a comunidade piscatória e as vinhas afamadas. Regista também os sítios, limites, levadas e população da freguesia.
- Campanário
Ribeira Brava. Freguesia a que a capela pertenceu desde meados do século XVI.
O Campanário é uma freguesia da Madeira que pertenceu ao concelho de Câmara de Lobos antes de integrar o da Ribeira Brava e é atravessada pela Ribeira do Campanário (ou Ribeira da Lapa). O Elucidário regista o seu porto, a sua banda, a sua capitania-mor, os dízimos pagos aos Jesuítas, uma antiga capela de São João fundada em 1728 e o vigário condenado pela Alçada de 1823. Foi também terra natal do bispo D. Manuel Joaquim Gonçalves de Andrade e do jurista Francisco Justino Gonçalves de Andrade.
- Quinta Grande
Câmara de Lobos. Freguesia a que a capela pertence desde 1848.
Quinta Grande é uma freguesia do concelho de Câmara de Lobos, cujo nome provém da maior quinta dos jesuítas, vendida por 140 000 cruzados. Tornou-se curazia em 1820 e foi separada do Campanário como freguesia autónoma em 1848, com sede na capela de Nossa Senhora dos Remédios, cuja festa ali se celebra. Em 1927, tornou-se julgado da comarca do Funchal.
- Ribeira Brava
Outra freguesia a que a capela poderá ter pertencido originalmente.
A Ribeira Brava é uma das freguesias mais antigas da Madeira. Deve o nome à sua ribeira impetuosa e possui vila, porto e cais. O Elucidário aborda a sua igreja colegiada e as respetivas pinturas, o convento franciscano e as capelas, bem como a festa de São Pedro, com barco e dança das espadas. Regista também tumultos contra o sistema métrico e as mortes causadas por disparos das tropas sobre a população durante as eleições de 1884.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 02- Gaspar Frutuoso1522–1591
Cronista citado a propósito da demarcação, por Zarco, do local de uma igreja da Vera Cruz.
- João Gonçalves Zarcom. 1467
Descobridor da Madeira a quem é atribuída a ideia de fundar a Capela da Vera Cruz.