Gomes (António Gil)
Biografia de António Gil Gomes (1803–1868), liberal madeirense que se exilou no Rio de Janeiro em 1828 e regressou em 1834 para escrever sobre economia e filosofia.
Nasceu Antonio Gil Gomes na freguesia do Arco de S. Jorge a 23 de Junho de 1803 e morreu no Funchal a 3 de Julho de 1868, sendo filho do capitão João José Gil Gomes e de D. Maria Justina Gil Gomes. As suas ideias liberais obrigaram-no a sair da Madeira em 1828, subtraindo-se assim ás perseguições e vexames que sofreram alguns dos seus amigos e pessoas de sua familia. No Rio de Janeiro, onde fixou residência, entregou-se ao exercício do professorado e colaborou assiduamente em vários jornais, tendo também escrito alguns opúsculos, que publicou naquela cidade. Estabelecido o governo representativo, regressou sem demora á sua terra natal, onde chegou em Agosto de 1834, e aqui se dedicou ao estudo e cultivo das letras, vivendo inteiramente afastado das lutas partidárias e quasi de todo segregado do convívio social. No Funchal teve uma larga colaboração em muitos jornais que se publicavam nesta cidade e em que de preferência versava assuntos económicos, publicando também aqui um folheto sobre reformas aduaneiras e um livro intitulado Compilação de Elementos de Filosofia Racional. Gozou no seu tempo da fama de homem de não vulgar inteligência e de uma vasta ilustração.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 04-
António Gil Gomes nasceu no Arco de São Jorge.
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Em fuga à perseguição miguelista, liberais como a família Moniz, Caetano Alberto Soares e António Gil Gomes partiram para o Brasil, enquanto Bettencourt se dirigiu a Inglaterra.
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António Gil Gomes regressou à Madeira após a instauração do governo representativo.
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António Gil Gomes morreu no Funchal.
Lugar
Lugares mencionados · 03No estrangeiro
- Arco de São Jorge
Santana. Freguesia onde nasceu António Gil Gomes.
Freguesia do concelho de Santana, na costa norte, separada de São Jorge em 1676 e sobre a qual se eleva o Pico do Arco de São Jorge (837 m). Ainda não tinha cemitério em 1862 e passou a ser julgado da comarca do Funchal em 1927. Está ligada à Boaventura por um caminho que atravessa a escarpa da Entrosa, e as suas florestas foram danificadas pelo incêndio de 1919.
- Funchal
Cidade onde morreu e onde escreveu para jornais locais.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Rio de Janeiro
Brazil. Cidade onde viveu exilado, ensinou e escreveu para jornais.
O Rio de Janeiro, no Brasil, surge no Elucidário como sede da corte portuguesa e como cidade onde muitos madeirenses viveram, estudaram, ensinaram, publicaram obras e morreram. Entre eles contam-se Paulo Perestrelo da Câmara, João de Oliveira Sá Camelo Lampreia e João da Silveira Caldeira, que dirigiu a Casa da Moeda na cidade.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 03- António Gil Gomes1803–1868
Escritor e jornalista liberal madeirense que ensinou no Rio de Janeiro durante o exílio e mais tarde escreveu sobre assuntos económicos no Funchal.
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Capitão e pai de António Gil Gomes.
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Mãe de António Gil Gomes.