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Elucidário Madeirense Início
Artigo Nº 1173 Justiça e tribunais Vol. I · p. 676 1 min de leitura

Desacato e Roubo na Igreja do Estreito

Relato do assalto e roubo sacrílego à igreja paroquial do Estreito de Câmara de Lobos, em novembro de 1829, e das penas de morte e degredo impostas aos culpados pela Relação de Lisboa em 1830.

Desacato e Roubo na Igreja do Estreito

Na noite de 6 para 7 de Novembro de 1829 foi arrombada a igreja do Estreito de Nossa Senhora da Graça de Câmara de Lobos, sendo roubados dali diferentes vasos sagrados, algumas coroas de prata, 1 cordão de ouro com a imagem de Nossa Senhora, 1 flor de prata com engaste de pedras encarnadas, 1 cruz processional, 2 lâmpadas de prata, etc. As partículas que se achavam no sacrario foram consumidas pelos ladrões.

Dos autores deste crime, 6 foram condenados por sentença da Relação de Lisboa, de 6 de Março de 1830 a serem garrotados no cais de Sodré, e 2 a degredo perpetuo para Africa. Os réus condenados á pena ultima foram os seguintes: José Marreiros, anspeçada de infantaria 2, Jacinto Fernandes, trabalhador, Manuel de Sequeira, trabalhador, Januario Soares, soldado de infantaria 13, João Rodrigues, o Espera Diabos, trabalhador, e José de Andrade, o Rangido, quadrilheiro, sendo o primeiro e o quarto naturais de Portugal e os restantes da Madeira.

Os três últimos réus, além da pena de garrote, foram condenados a serem arrastados desde a cadeia até ao patíbulo, devendo depois de mortos terem as cabeças cortadas, a fim de serem expostas em postes durante três dias.

Os réus condenados a degredo perpetuo foram Francisco de Sales Rodrigues, ourives, e Timoteo da Graça, trabalhador, ambos naturais da Madeira, tendo a relação comutado depois em sentença de degredo para a Africa, a sentença de morte proferida contra o réu José Marreiros.

Neste artigo

Tempo

Anos mencionados · 02
  1. A igreja do Estreito de Câmara de Lobos foi assaltada e dela foram roubados vasos sagrados e objetos de prata e ouro, num sacrilégio mais tarde punido com sete execuções.

  2. A Relação de Lisboa condenou os assaltantes da igreja do Estreito de Câmara de Lobos: seis à morte por garrote e dois a degredo perpétuo em África.

Lugar

Lugares mencionados · 04

No estrangeiro

Mapa: Madeira (4)
  1. África

    Africa. Destino dos condenados a degredo perpétuo.

  2. Cais do Sodré

    Portugal. Cais de Lisboa onde os assaltantes condenados deviam ser garrotados.

  3. Igreja de Nossa Senhora da Graça (Estreito de Câmara de Lobos)

    Câmara de Lobos. Igreja paroquial assaltada em novembro de 1829, de onde foram roubados vasos sagrados e objetos de prata.

  4. Lisboa

    Portugal. Sede da Relação que condenou os culpados.

Pessoas

Pessoas mencionadas · 08
  1. Ourives madeirense condenado a degredo perpétuo em África pelo roubo à igreja do Estreito em 1829.

  2. Trabalhador madeirense condenado à morte por garrote pelo roubo à igreja do Estreito em 1829.

  3. Soldado de Infantaria n.º 13, natural de Portugal Continental, condenado à morte pelo roubo à igreja do Estreito em 1829.

  4. Trabalhador madeirense conhecido por «Espera Diabos», condenado a ser arrastado, garrotado e decapitado pelo roubo à igreja do Estreito em 1829.

  5. Quadrilheiro madeirense conhecido por «o Rangido», condenado a ser arrastado, garrotado e decapitado pelo roubo à igreja do Estreito em 1829.

  6. Cabo de esquadra de Infantaria n.º 2, natural de Portugal Continental, condenado à morte pelo roubo à igreja do Estreito em 1829; a pena foi posteriormente comutada em degredo em África.

  7. Trabalhador madeirense condenado à morte por garrote pelo roubo à igreja do Estreito em 1829.

  8. Trabalhador madeirense condenado a degredo perpétuo em África pelo roubo à igreja do Estreito em 1829.

Na folha D

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