Tracoma
Breve entrada médica sobre o tracoma, assinalado como frequente no Paul do Mar, que cita um artigo do Dr. Fortunato Pita, publicado em 1923, sobre o seu tratamento pela luz solar.
Assim se denominam umas granulações esbranquiçadas que aparecem às vezes na conjuntiva. Estas granulações, diz-nos o dr. Alfredo Ernesto Rodrigues especialista em moléstias de olhos, aparecem com muita frequência em indivíduos do Paul do Mar. O conceituado clínico funchalense, o dr. Fortunato Pita, escreveu na Medicina contemporânea (Ano XLI, n.° de 21 de Janeiro de 1923) um interessante artigo intitulado O Tratamento da conjuntivite trachomatosa pela heliotherapia, em que se lê o seguinte: «O sol aplica-se de manhan, podendo ser todos os dias ou não, conforme as circunstâncias, sendo o tempo da exposição de 1 a 2 minutos, pouco mais ou menos (1921).
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 01Lugar
Lugares mencionados · 01- Paul do Mar
Calheta. O tracoma foi descrito como muito frequente entre os seus habitantes.
O Paul do Mar é uma freguesia da costa sudoeste da Madeira, criada em 1676 a partir do Estreito da Calheta. É um porto de pesca servido pela antiga levada do Rabaçal, onde se cultiva malvasia e onde se assinalou uma incidência muito elevada de tracoma. Teve a fortaleza de Santo António, uma banda e salinas instaladas por volta de 1865, posteriormente abandonadas por falta de rentabilidade.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 02-
Especialista em doenças dos olhos que informou os autores do Elucidário de que o tracoma era comum entre os habitantes do Paul do Mar.
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Médico do Funchal que escreveu, em 1923, um artigo na Medicina Contemporânea sobre o tratamento da conjuntivite tracomatosa por helioterapia.