Bambus
Descreve seis espécies de bambu cultivadas na Madeira, sobretudo como plantas ornamentais, usadas em sebes de quintas, varas de redes de descanso e canas de pesca.
São conhecidas por esta designação as especies seguintes, pertencentes à familia das Gramineas: Bambusa arundinacea, B. nana, B. mitis Phyllostachys nigra, Arundinaria falcata e A. metake. A primeira reconhece-se pelos seus colmos grossos e altos, usados às vezes para pau de rede; a segunda, extremamente frequente nas quintas e jardins, pelas suas folhas lanceoladas, um tanto glaucas; a terceira pelas suas folhas verdes e estriadas; a quarta pelos seus colmos negros; a quinta pelos seus colmos providos de ramos alongados, com folhas lineares lanceoladas, muito agudas; e a sexta pelas suas folhas lanceoladas, verde escuras, de pontas muito agudas.
Os bambus oriundos quasi todos da India, China ou Japão, são muito ornamentais e costumam ser empregados em sebes dentro das quintas. A Bambusa nana (B. viridi glaucescens) fornece boas canas de pescar.
Neste artigo
Lugar
Lugares mencionados · 03- China
Região de origem da maioria dos bambus.
A China é referida no Elucidário como país de origem de muitas plantas cultivadas na Madeira, entre elas a tangerineira, a maioria dos bambus, o damasqueiro, o pessegueiro, a bananeira-anã, a boganga e o cacho roxo. É também mencionada como um dos lugares onde se usava o palanquim para transportar pessoas de elevada posição social.
- Índia
India. Região de origem da maioria dos bambus.
A Índia é referida como o lugar onde serviram vários madeirenses, entre eles Lopo de Abreu, Pedro da Silva e o vice-rei João Saldanha da Gama. A fama dos construtores de levadas madeirenses chegou até lá. É a região de origem de plantas cultivadas na Madeira, entre as quais a mangueira, a Hedychium gardnerianum, a balsamina e a maioria dos bambus.
- Japão
Japan. Região de origem da maioria dos bambus.
O Japão é o país asiático apontado como origem de várias plantas cultivadas na Madeira, entre elas a canforeira, a camélia, a nespereira, a Osmanthus fragrans e a maioria dos bambus. Foi também o país onde se criou a primeira diocese do Extremo Oriente para a qual D. Sebastião de Morais foi nomeado.