Atalaia (Pico da)
O ponto mais alto da Selvagem Grande, um cone vulcânico erodido com 150 metros de altitude, cuja geologia é descrita.
Eminência de maior altitude na Selvagem Grande, a cento e cinquenta metros sobre o mar e talhada a pique sôbre a costa ocidental da ilha. Constitue um cone vulcanico seccionado pelo oeste; e, segundo observações recentes, na sua constituição geológica entram diversas rochas, entre as quais avultam na base, por um lado fonolites decompostas onde vão assentar basaltos compactos, e por outro fonolites perfeitas, servindo de suporte a estratos horizontais de tufos vulcanicos. Sobre este conjunto depositaram-se massas de limburgite mais ou menos escoriacea, de tom avermelhado, as quais formam o remate superior do Pico. O aspecto deste cone, em grande parte já derruído, parece levar á conclusão de ter sido, em eras remotissimas, uma das crateras por onde se ejacularam os materiais que hoje formam a Selvagem grande.
Neste artigo
Lugar
Lugares mencionados · 04- Pico da Atalaia · Assunto
Funchal · Selvagens
O Pico da Atalaia é o ponto mais alto da Selvagem Grande: um cone vulcânico erodido com cerca de 150 metros de altitude, situado no oeste da ilha. O Elucidário descreve a sua geologia.
- Pico da Atalaia · Assunto
Porto Santo
O Pico da Atalaia é um dos principais picos do Porto Santo, com 492 m de altitude, sendo também chamado Gandaia. A entrada com esse título descreve, porém, um pico com o mesmo nome na Selvagem Grande, um cone vulcânico erodido com 150 metros de altitude.
- Selvagem Grande
Funchal · Selvagens. Ilha cujo ponto mais alto é o Pico da Atalaia.
A Selvagem Grande é a maior ilha do grupo das Selvagens e tem cisternas, nascentes e casas de abrigo; o seu ponto mais alto é o Pico da Atalaia e os dois rochedos dos Palheiros situam-se nas proximidades. O Elucidário assinala os seus depósitos de calcário e selenite e as suas características bombas vulcânicas, e regista que é o único local onde ocorre o género fóssil Cabralia. A sua geologia foi estudada por Adolfo César de Noronha e por Gagel num trabalho de 1911; a ilha foi objeto de uma das cartas de Somerville de 1915, e os roedores que ali vivem alimentam-se de ovos de aves marinhas.